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07/11/17
Brasileira assume diretoria na Organização Mundial da Saúde
Ela chega à OMS após vários anos de experiência no Unaids e no Ministério da Saúde do Brasil
Da redação

Uma mulher tornou-se a primeira diretora-geral-assistente para Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS). A médica brasileira Mariângela Simão, tomou posse nesta quarta-feira (1º), em Genebra (Suíça). Ela chega à OMS após vários anos de experiência no Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), em Genebra, e no Ministério da Saúde do Brasil. A informação é da ONU News.

A nova diretora afirma que o acesso universal à saúde criado pelo Brasil e outras nações serve como inspiração para novas políticas de acesso a medicamentos contra doenças. Para ela ela, a OMS aprendeu várias lições positivas com os programas de acesso a tratamento antirretrovirais contra HIV/Aids.

Mariângela Simão tem 30 anos de experiência na área de saúde e políticas públicas, e afirma que o sucesso de programas contra o HIV/Aids deve ser uma fonte de inspiração para tornar medicamentos contra outras doenças também acessíveis a quem precisa. "Eu diria que aprendemos muitas lições, tanto em acesso como em direito, uma maior transparência nos preços, em ter ajuda internacional para compra de medicamentos", disse. Para Simões, apesar de o problema da Aids não ter sido resolvido na sua totalidade, ele está caminhando na direção certa. "Isto a gente não vê, por exemplo, com as doenças que chamamos de crônico-degenerativas. A gente não vê o mesmo acontecendo com medicamentos essenciais, como por exemplo, para pressão alta e para outra grande causa da mortalidade, que são os diferentes tipos de câncer", concluiu. 

A médica defende também o aumento de mais medicamentos genéricos no mercado. Segundo ela, a competição é útil. A nova diretora-geral-assistente afirmou que trabalhará de perto com os governos e parceiros dos países de língua portuguesa, especialmente na relação de qualidade dos medicamentos.

Paridade de gênero A médica brasileira integrará uma equipe de liderança da Organização Mundial da Saúde que tem 60% de mulheres, uma taxa que ultrapassa as metas de paridade de gênero promovidas pela própria organização. Ela elogiou a decisão do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, de nomear mais mulheres para os postos de liderança e disse que a medida é justa e acertada.

"É um avanço. E o secretário-geral, António Guterres, um companheiro dos países de língua portuguesa, tem colocado isso como uma prioridade para o sistema ONU. Você não pode só pregar a paridade para os outros. Você também tem que aplicar internamente. Porque você tem uma força de trabalho grandemente feminina. Então, nós esperamos fazer a diferença," comemorou. A paridade de gêneros para cargos de liderança nas Nações Unidas é uma das prioridades do secretário-geral, António Guterres, anunciada antes mesmo de ele assumir o posto em 1º de janeiro deste ano. O plano de Guterres é implementar a paridade em todos os postos-chave até 2021 e expandir a medida para toda a organização até 2028.



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