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21/12/17
Distrito Federal anuncia novos cargos na área de saúde
Foram criadas carreiras de enfermagem obstétrica e de medicina paliativa. Foi anunciada uma alteração na carreira de técnicos em enfermagem, que permite que estes possam conduzir os veículos da Secretária de Saúde
Da redação

O atendimento à saúde na rede pública do Distrito Federal (DF) vai passar por mudanças, com a adoção de um modelo único na atenção primária, que define novas especialidades para a estratégia Saúde da Família. As mudanças foram detalhadas nessa segunda-feira (18), pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca. Uma das mudanças, conforme a Portaria 74, publicada no dia 14 de dezembro, é a exigência de que o profissional que pretende trabalhar como médico de família na rede pública do DF, tenha residência médica concluída ou título de especialista em medicina de família. Antes a única exigência era a formação em medicina. Outra novidade na área de saúde é a criação da especialidade de enfermeiro de família e comunidade, também para trabalhar nas equipes de família.
 
Além disso, foram criadas carreiras de enfermagem obstétrica e de medicina paliativa. Foi anunciada também uma alteração na carreira de técnicos em enfermagem, que permite que estes possam conduzir os veículos da Secretária de Saúde. “Nós queremos, agora, investir em qualidade. Agora teremos médicos especialistas em saúde de família, o que causa uma grande diferença na qualidade da assistência”, disse Fonseca.

Sobre o cargo de enfermeiro obstétrico, o secretário explicou que a especialidade foi criada para trazer qualidade para o parto, humanização, e acolhimento para as gestantes. Para o secretário de Saúde, o novo modelo é benéfico tanto para as gestantes quanto para a população. Quanto à criação da especialidade de médico paliativo, o gestor explicou que o objetivo é cuidar de pacientes com doenças crônicas, que muitas vezes levam a óbito. "A ideia é exigir a formação específica para aumentar a qualidade do nosso cuidado. Hoje discute-se, no país inteiro, que a medicina paliativa diminui os gastos com recursos públicos. Esse profissional ajuda a oferecer qualidade para pessoas com doenças crônicas. Sabe-se que atualmente há muitos pacientes em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que poderiam estar em casa, em tratamento com mais qualidade e com menos recursos gastos pela gestão pública", afirmou Humberto Fonseca.

De acordo com a Secretaria de Saúde, haverá um aumento de 15% a 17% a mais na cobertura da atenção primária no DF, com as novas especialidades. Só este ano, o aumento ficou entre 30% e 50%. As novas equipes trabalharão no acompanhamento do caso dos pacientes de forma mais próxima, para que eles não tenham que recorrer à emergência dos hospitais. O secretário informou que já foi deliberada a contratação de servidores públicos para as especialidades que foram criadas e também para a reposição das que estão sem médicos.

Segundo Fonseca, a secretaria deve lançar, no início de 2018, concurso público com vagas para as novas especialidades. "Ainda não sabemos a quantidade de vagas que serão abertas. Porém, esperamos que, para médico de família, tenhamos pelo menos 20 vagas, o necessário para completar as equipes de saúde da família para finalizar o processo de conversão."



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